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sábado, 14 de agosto de 2010

Quase morte



Rindo, brincava no banco da praça com minhas sobrinhas. Escutei um som alto, levei um susto, mas logo sorri para as minhas pequenas novamente. As duas, sérias, olharam assustadas pra mim.
De repente, um calor na minha barriga, olho pra baixo e me vejo sangrando. Uma dor me invade, começo a suar frio. Todos a minha volta se desesperam. Me deitam no mesmo banco onde estava sentada.
E nesse exato momento o mundo se cala, comecei a ver um filme em minha mente. E garanto, não era um filme bom. Comecei a ver cenas da minha vida, e não eram as minhas melhores lembranças. E nem as piores, pelo menos não até aquele momento. Eram memórias ruins que outras pessoas tinham de mim. Coisas, sentimentos ruins que eu causei. Aquele filme era bem diferente do que eu costumava imaginar quando pensava no que poderia ser a morte pra mim. Sempre imaginei ver as melhores cenas, os melhores momentos, os melhores sorrisos. Mas que nada, comecei a ter nojo de mim ao ver tudo aquilo. Os momentos em fui indiferente com a minha mãe, o dia em que não dei atenção a um amigo que precisava de mim, o sorriso que guardei pra mim, porque estava estressada demais para doar a outra pessoa. O abraço que me neguei a dar num momento de raiva, e o olhar amigo e seguro pra aquela a quem eu sempre estimei e quem sempre esteve comigo. Palavras lançadas sem o menor pudor ou medo de magoar. Palavras contidas por vingança. Coisas ruins das quais eu nem lembrava mais, ou pelo menos não o meu consciente.
Depois de todas as cenas passarem lentamente em minha mente, vi o rosto da minha mãe, vi meu pai chorando, e meu namorado com as mãos na cabeça, quase tendo um colapso. Não, eles não estavam lá, mas a minha ânsia por vê-los foi tamanha que comecei a delirar. Escutei novamente o mundo, as pessoas naquela praça. Alguém gritou meu nome e tudo começou a girar. As vozes foram ficando distantes, tudo foi escurecendo e ...
Não, não poderia acabar daquele jeito. Não poderia morrer sem deixar o meu legado, não poderia partir para o Pai sem me fazer presente nesse mundo de uma forma boa, positiva. Só lembro de ter pedido a Deus a permissão de tentar mais uma vez, tentar ser diferente, tentar fazer diferente.
Acordei num quarto branco com um cheiro forte que não consegui identificar, me perguntando o que tinha acontecido realmente. Minha mãe estava sentada na poltrona e deu um salto quando que viu acordar, um grito. E quando menos esperava do outro lado surgiu ele, meu bem amado, meu namorado, chorando feito criança. Fez-se a festa. Meu pai, teimoso, com o cigarro entre os dedos, veio correndo me abraçar.
Meus amores, meus bens amados ali comigo. Não, eu não morri. Deus me proporcionou uma segunda chance. Um recomeço, uma oportunidade de fazer diferente, de ser diferente.
As dificuldades e obstáculos serão inúmeros, mas vou superar com o sorriso largo no rosto. Não vou desperdiçar tudo aquilo que Deus me proporcionou. Um amor, grande, único. No qual me agarro, me entrego por inteira. O amor Dele que me fez ressurgir de uma vida monótona e vazia. Deus, meu grande amor está me dando forças pra continuar e tentar o melhor.
Aquela bala acertou minha barriga, mas não acertou nenhum órgão, por um milagre. Mas Deus, ah, Ele acertou em cheio o meu coração. Eu já não sou mais o alvo. O alvo é o Céu, o meu alvo é o céu. E não era minha hora, Ele não permitiu. Vou vivendo de um jeito que o Céu seja o meu lugar.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O mundo encantado de Luiza - O sonho


Era tão somente mais um novo amanhecer para Luiza. Depois de tantos altos e baixos e de tantas mentiras, esse era o momento de ser feliz. Mas toda aquela fortaleza que ela aparentava, se desfez no momento em que saiu pela porta onde Henrique estava, no dia anterior. Mesmo parecendo muito segura de si mesma, a menina guardava medos, incerteza e um vazio imensos, dos quais ainda não tinha coragem de falar com ninguém. Medo de ser traída novamente, um vazio que não conseguira preencher com nada que pudesse imaginar, incertezas das quais só poderia se desfazer, vivendo novamente. Levantou-se da cama e lembrou de tudo o que tinha acontecido. Tentou se manter forte, mas estava sendo difícil. Ainda sentia sono e estava com o corpo cansado e tenso. Não tinha dormido bem. Chorou sozinha a noite toda. Toda vez que sentia que alguém estava se aproximando, segurava o choro. Continha cada grito e gemido de dor e decepção.
Saiu da cama, desceu as escadas e percebeu que não havia ninguém em casa. Dona Lúcia deixou um recado sobre a mesa dizendo:
"Minha querida e amada filha, deixei que dormisse até mais tarde, não se preocupe, não precisa ir a escola hoje. Se recomponha, fique bem. Tem comida na geladeira, é só esquentar. Te amo muito, e tenho fé de que Deus te prepara algo grandioso. Beijos."
A doce menina estava com o rosto inchado - tão jovem e já se decepcionando assim - Luiza subiu novamente as escadas e foi até o canto de seu quarto, onde se recordava de ter grandes e maravilhosas lembranças de infância. Seu pai havia pintado estrelas e "parte do Universo" para que a menina soubesse que havia um mundo mágico lá fora. Ela pegou seu ursinho de pelúcia, já velhinho, calejado, e deito-se novamente, mas agora ali, naquele cantinho onde se sentia bem e protegida pelo seu amigo urso.
Começou a escutar um barulho estranho. Não sabia de onde vinha. Sentou-se assustada e logo em seguida viu um Senhor se aproximar pela porta. Se encolheu toda, abraçou seu ursinho como nunca e começou a orar descompassadamente, se atropelava nas palavras até. Como podia, depois de tudo o que passou no dia anterior, agora morrer assassinada por um velhinho! Pensava ela.
Gritou dizendo:
- Meu Senhor, eu não tenho nada pra dar, não tenho dinheiro, mas pode levar o que quiser, mas não faça nada comigo, por favor.
O velhinho entrou então no quarto e na mesma hora Luiza olhou dentro de seus olhos, e naquele momento ela sentiu uma paz incrível, como nunca havia sentido antes.
Aquele Velhinho sentou ao seu lado e começou a falar:
- Menina, quando a noite vier perturbar sua vida, destruir seus sonhos, saiba que estarei aqui para te acolher. Não se sinta sozinha, eu sempre estive ao teu lado, mas você não me permitia chegar mais perto. Menina, há quanto tempo estás perdida e sozinha marcando seu destino? Muito, acertei? Pois bem, não se prenda ao pequeno e passageiro. Entenda que as coisas que acontecem na nossa vida, só nos acrescenta. Mesmo o que aparentemente nos fere. Temos que guardar as lições, mas não as feridas. Deixe que Eu as cicatrize. A cicatriz vai existir sempre, mas para que você não cometa os mesmos erros. Lembre-se de que você nasceu completa e não precisa de ninguém além de Mim para ser feliz. Perceba que toda vitória, tem um caminho árduo, mas não porque Eu quero e sim porque vocês escolhem assim. E sempre será gratificante.
Luiza, surpresa e já sem medo algum, perguntou:
- Calma ai, o Senhor ... ehr, é O SENHOR? Por quê? Isso não é possível. Porque eu sou toda errada, sou vou a Igreja porque a minha mãe me obriga e assim, eu não mereço a Tua presença. Fora que esse papo todo de Missa, grupo disso, pastoral daquilo e blábláblá não é comigo. Eu não levo jeito pra isso, as pessoas são velhas por lá.
- Entenda minha filha, eu não faço distinção entre meus filhos. Eu os amo da mesma forma especial e igualmente. E saiba que eu não aceito o pecado, mas eu amo o pecador, compreende? E quanto a ir a Igreja, bem é um meio de você se aproximar cada vez mais de mim e sentir mais e mais a minha presença. Lá você poderá compreender mais a Mim e os caminhos que Eu desejo pra você. E não existem só velhos não, minha pequena, há muitos jovens lá, que se divertem, dançam, fazem festa e vivem como qualquer jovem desse mundo, mas eles os fazem segundo aquilo que Eu lhes ensino e advirto. Eu os amo e os quero bem e felizes. Mas quero lhes dar a felicidade verdadeira, e não essa instantânea e passageira que muito jovens vivem. Se dê a oportunidade de viver essa felicidade. Saia por essa porta e pense que o ontem , já passou e que você não vai mais viver aquilo. É passado, superado! Eu te fiz a minha imagem e semelhança por amor e é por amor que eu te quero bem, feliz e segura de si e do seu futuro. Confia em mim, entrega tua vida e tuas dores pra Mim, no mais eu agirei.
- Ah, Senhor, mas eu fico desanimada só de pensar que outro menino pode fazer tudo o que o Henrique me fez. Doeu e foi uma vergonha aquilo tudo. É fácil falar e acreditar enquanto o Senhor está aqui, mas e depois? Eu não sei se consigo.
- Hey, menina, Eu sempre estou com você, acredite nisso! Você é assim, feita de sonhos e esperança. Nasceu pra amar e ser amada por alguém, eternamente. Saiba que a vida não e fácil nesse mundo onde parte das pessoas são egoístas e esquecem que os outros também tem sentimentos, mas se si concentrar em mim, será menos árduo. O que é teu está guardado, tudo tem o seu tempo certo. Eu sei bem, tua dor deve ser grande, outra vez decepção, parecia ser o cara certo, especialmente feito pra você, mas não desista dos teus sonhos, Eu tenho o melhor pra você. Lembra que Eu estou perto e sofro com você.
- Sabe, eu tinha uma visão tão diferente do Senhor. Eu senti uma paz enorme me invadir, já não sinto mais aquele vazio que me consumia. Obrigada por tudo o que tens me feito. Eu sinceramente nem sei o que fazer ou dizer. Só agradecer! Eu te peço Senhor, fica comigo! Sei que contigo ao meu lado tudo posso e tudo consigo. Não sei traduzir em palavras o que estou sentindo, mas Tu sabes bem, eu sei. É incrível, é maravilhoso. Único!

Então os dois se abraçaram, num abraço demorado. Pai e filha, criador e criatura, unidos. Tão simples e bela aquela cena, de aquecer qualquer coração frio.
- Mas por último, minha filha amada preciso te dizer uma coisa pra que fique gravada em ti. Tenha certeza de eu te amo e estou sempre contigo, mesmo que ainda se ache pecadora e distante de mim. Não chore linda menina, mas clame sem cessar .
Logo em seguida Luiza escutou outro barulho, como se a chamassem. De repente se viu deitada, abriu os olhos e viu sua mãe de joelhos, com uma expressão preocupada e perguntando como ela estava.
Percebeu que aquilo tudo foi um sonho. Um sonho, será? Mas a paz ainda permanecia nela e o vazio de fato havia sumido. Não foi um sonho, sentia dentro de si que tinha sido real e que Ele estava ali com ela.
Deu um sorriso largo pra sua mãe, e disse:
- Eu nunca me senti tão bem mãe, na verdade, eu nunca pude imaginar que eu poderia ser tão feliz assim. Eu te amo tanto, sabia? Obrigada por tudo. Mas sabe o que me deixa mais feliz mesmo é saber que Deus me ama e eu não estou só, nunca estive.
As duas se levantaram e saíram conversando animadamente.

Os trechos em negrito são de músicas que muito me encantam. - Linda Menina do Rosa de Saron e Não desista dos seus sonhos do Pimentas do Reino -

quinta-feira, 22 de julho de 2010

pedaços de nós dois



Eu ainda não sei bem o que você procura, mas sei bem o que posso oferecer. Eu não sei se vai ser o suficiente pra você, mas eu espero tenho certeza que sim , porque você é exatamente o que eu preciso, exatamente o que quero. Teus defeitos podem ser modelados junto aos meus, assim nos resolvemos. Todos somos imperfeitos. Temos rebarbas, cortes errados, rasgados, quebrados, rachados e cacos até. Mas tento comparar o amor a uma lixa e uma cola. Sim , uma lixa e cola . Algo que com muita delicadeza vai modelando o ser amado e ajudando a colar as partes que a vida foi quebrando e rachando com suas pancadas e porradas. Não quero modificar-te por inteiro, na verdade, acho que so uma pontinha ali, bem pequena, que ainda me machuca. Quero fazer com que todas tuas partes sejam coladas, claro. Mas eu sem bem a dificuldade, me olhei no espelho hoje de manhã e me vi assim, deformada, cheia de pontas que podem te ferir a qualquer momento, também percebi uns pedaços meus pela casa. Por isso eu te peço ajuda. Ajuda pra me modelar, modelar aquelas pontinhas que eu nem percebo porque estão tão escondidas que acabo esquecendo ou nem vejo mesmo. Me ajuda a colar o que está no chão, amor. Pontas e irregularidades que eu quero lixar, eu preciso até, sei bem. Mas preciso da tua ajuda.
Quero que me guie também na hora de eu lixar as tuas rebarbas, tuas sobras que as vezes me espetam, doem. Bem, eu sou distraída boa parte do tempo, as vezes um tanto quando bruta, eu sei. Por isso, me ajude com a intensidade. Se eu estiver indo depressa demais ou até mesmo indo com muita força, me diga. Eu não quero te machucar. Não quero ter em meus pensamentos o teu sofrimento, pois o teu choro é também meu. E eu também não quero colar nenhum pedaço errado. Me diz, por favor!
Algumas das menores falhas em ti, aquelas que nada te afetam ou te machucam, podem ser justamente aquelas que mais doem. Porque, pense bem, estamos lá durante a tarde, bem, juntos e felizes; quando sem que eu espere, esbarro nesse cotoquinho de nada. Que susto! Que dor! Ai parece que tudo se desestabiliza. E não quero isso pra gente. Quero nossos melhores sorrisos, nossos melhores abraços, o nosso melhor enfim.
Então, como em uma relação madura, vamos juntos?
Nada drástico. Tudo ao seu tempo, calmamente, vagarosamente, mas juntos e com a lixa certa, a do amor. E com a cola da paciência, a Santa Paciência! Só o fato de estarmos dispostos a mudanças, já é o começo.Conseguir ou não, não é exatamente o ponto. Temos o principal, o sentimento, o amor.
O resto? Bem, isso a gente vai vendo, aos poucos. Vamos vendo os toquinhos e as grandes rebarbas, os caquinhos e os enormes pedaços bem ali. Temos uma vida todas juntos, eu sei que a gente consegue. Eu acredito nisso. Então, vamos começar agora?

hey, te amo! Me cuida daí, que te cuido daqui.
Beijos com saudades, daquela que tanto te ama.

ps: volta logo pra podemos viver o melhor da vida. O melhor de nós dois! Vem pra que possamos nos construir, nos modelarmos, vem pra ser mais feliz. Pra fazer do eu e você um único nós.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

aos 21




acordei mais cedo do que de costume, fiquei uns minutos sentada na cama, fiquei pensando em quem sou realmente. Aos 21 anos de idade completados hoje, quem sou eu? Se você esbarrar comigo na rua, talvez nem me reconheça. Não sou o tipo de mulher que chama muita atenção na rua. Tento ser discreta. Minhas curvas e gordurinhas extras eu tento esconder, pra falar a verdade. Acho desnecesario ficar me expondo com micro shorts, saias que mais parecem calcinhas, tops que mal cobrem meus seios. Acho que nem ficaria bem me mim. Eu afirmo com toda a certeza do mundo, você nunca vai me ver com algo do tipo nas ruas. Mas nem por isso eu me escondo em roupas feias e cafonas. Sou clássica e básica ao mesmo tempo, mas gosto de camisetas de bichinho :D Gosto de música lenta, curto MPB no geral e amo ouvir música Católica. Tenho escutado muito Eliana Ribeiro, Rosa de Saron, Jack Johnson e Minist. Adoração e Vida. Ouço essas rádios de "velho" e entro nas letras e me reporto ao mundo diferente desse. Eu não curto nenhum pouco funk, mas admito que por causa do meu dignissimo, eu tenho escutado uns "pagodes" . As vezes me acho meio paradona pra uma jovem da minha idade, e na verdade eu até gosto disso. Micareta? Nunca fui em uma, e nem tenho curiosidade. Abomino multidões. E até hoje "fiquei" com nove meninos e acho muito até. Entre os meus amigos confesso que me sinto a mais sensível, a mais chorona. Até uns anos atras isso me incomodava muito, algumas pessoas que com certeza não eram minha amigas gostavam de me zoar, e isso não era feito de uma maneira muito saudavel, mas passei a me respeitar. Com isso as outras foram me respeitando também. Deixei de ser a "mosca morta" sem opinião e me tornei a garota problema, que sempre tem algo a acrescentar e complicar. Gosto das coisas claras, sem meio termos. Comigo ou é ou não é. Não venha me dizer que acha que gosta de fulaninho, mas não tem certeza. Ora essa, ou você gosta, mas tem medo de se entregar ou sei lá o que ou então você não gosta e não quer magoar o outro ou sei lá o que. Sem meio termo. Ou você é quente ou frio. Eu só digo eu te amo pra alguém, quando eu amo de fato. Tento viver em paz com as pessoas que me odeiam, não é falsidade, apenas não consigo sentir odio de ninguém, raiva, talvez, às vezes, mas logo passa. Tento pagar o mal com o bem. Já passei por maus "bocados", já quis fugir de casa pra casar com um namorado e graças a Deus eu não fui, já tirei uma nota vermelha, mesmo sendo a mais nerd entre as minhas amigas da época de escola. Já quis fazer Medicina, Comunicação Social, Letras, História, mas acabei no Direito mesmo. Não curto bebidas alcólicas no geral, e tenho ancia de vomito com cheiro de cerveja. Nunca tomei um porre e me considero uma pessoa feliz por isso. Sei que de maneira sóbria vou ter muitas coisas pra contar pros meus netos. Passo mal com cheiro de cigarro. Sou alergica a muitas coisas, inclusive esmalte ;/ Gosto demais de torta de limão e sou viciada em chocolate. Meu namorado costuma sustentar esse meu vicio, tras sempre muitos chocolates. Meus planos de vida são terminar a faculdade, passar pra PRF ou ser promotora, casar e ter um casal de filhos, o Pedro e a Luiza. Gosto de gente simples, sem muitos exageros e frecuras, mas confesso que tenho amigas muito espalhafatosas e as amo demais exatamente do jeito que são. Pra falar a verdade eu gosto é de gente, independente de como seja. Tento respeitas ao máximo as pessoas, mas não sou de ferro e as vezes explodo. Tenho pais separados e segundo a minha mãe, mesmo sem conviver com o meu pai, tenho as mesmas manias que ele. Sou teimosa, demasiadamente. Se sei que estou certa, bato o pé até o fim, mas se sei que estou errada, volto e peço desculpas. Não sou perfeita e não tenho a menor pretenção de ser. Só Deus é. Sou pecadora, mas creio que a minha vida aqui na terra tem que ser vivida de um modo que alcance meu objetivo maior, o Céu. Acredito em coisas ruins, se é que me entendem, mas tenho tanta, mais tanta certeza que Deus é maior que tudo e todos que eu possa imaginar, que fico tranquila. Sei que Ele me proteje, mesmo eu sendo uma filha teimosa e desobediente algumas vezes. Prefiro abraços a beijos, frio a calor, praia a campo, atitudes a palavras, ventilador a ar-condicionado. Sim, sou tímida, mas me solto no meio dos meus amigos. Sou palhaça, gosto de fazer as pessoas a minha volta sorrirem. Tenho amigos de verdade, graças a Deus. Tenho uma mãe que mesmo com todas as discussões, eu sei daria a vida por mim. Tenho um pai cabeça dura que teima em se achar alto suficiente e que não admite que precisa sim do meu amor, carinho e presença. Porque eu sei o quanto preciso dele. Fiz primeira comunhão com 19 anos e me crismei aos 20. Acho que nunca é tarde pra tentarmos nos encontrar verdadeiramente com Cristo. São tantas coisas que já passei nesses 21 anos que nem sei o que devo ou não por no papel no computador. Tantos choros, tantos momentos tristes. Tantos sorrisos e gargalhadas, tantas coisas boas que Deus me proporciona. Fica até dificil. Se fosse por todas as tristezas e decepções, vocês provavelmente diriam que sou uma mulher guerreira, tão nova e já passei por tanta coisa. Se colocasse só as minhas Glórias, diriam que sou uma metida, arrogante e coisas assim. Mas eu sei que sou feita das minhas vitórias e derrotas. Que só sou que sou hoje porque Deus me permitiu sentir o gosto da lágrima de tristeza e desespero, porque Ele me permitiu sentir o que é estar no fundo do poço e não ver saida e escapatória pros meus problemas. Se sou hoje uma pessoa que não me permito abater por qualquer coisa, foi porque experimentei o sofrimento e hoje sei que Deus tudo pode em minha vida. Porque Nele encontro forças pra continuar lutando. Cada coisa que passei me faz ser como sou hoje. Dou valor a cada um que se aproxima de mim, mas as vezes ainda dou minhas mancadas. Tento seguir o que ensina Biblia: não faça aos outros o que não quer que façam a você. Sei que as vezes é dificil, mas pelo menos eu tento. Meu namoro passou por altos e baixos, e que nunca teve problemas no namoro que atire a primeira pedra. Depois de três meses separados, acho que se dessa vez a gente não casar (por favor, só daqui a 5 anos), a gente se separa de vez, e com certeza nao é o que eu quero. Na verdade nem é o que eu penso que vá acontecer. Tudo tá se ajeitando. E sabe, relembrando cada coisa, cada momento, não me arrependo de nada, tudo me trouxe aqui hoje. Sou feliz, mesmo com meus problemas e dificuldades. Tenho saude, uma mae que me ama, um pai chato que mesmo com tudo me ama também, um namorado que tem se mostrado cada dia mais amante e amigo, sogros que são como pais pra mim, amigos que são irmãos, trabalho, faculdade, tudo no tempo de Deus. Tudo bem que meu namorado tá na Africa e meu pai em Recife, mas é a vida. Partidas e chegadas. Aos 21 anos me resumo em uma mulher feliz, completa, batalhadora e imensamente dependente de Deus, o que me faz ser mais feliz ainda. Cheia de sonhos e metas. Que sente saudade, muitas admito. Eu sei bem que não vivo em um conto de fadas, mas tenho certeza de que vou ter um final feliz. Que a distância não é empecilho para o amor, porque ele, ele supera tudo quando é verdadeiro.
Talvez, de alguma forma, você tenha me conhecido um pouquinho melhor, mas bem pouco mesmo. Minhas história de vida com certeza não se resume a isso. Quem sabe um dia a gente não se esbarra numa praia qualquer e conversa sobre a vida, hein? E de quebra ainda tome um açaí com granola, melhor do que sorte, concorda?

obrigada a todos aqueles que de alguma forma contribuíram pro meu crescimento, obrigada a cada um que me passou apenas rapidamente na minha vida e aos que ainda permanecem e talvez nem saibam, aos sempre presentes. Aos meu amigos amados, aos amados amigos, minha familia, meus pais, sogros e namorado. A todos, todo o meu amor, carinho e sinceros agradecimentos.
Filhão, meu amor, obrigada por ter ficado até tarde comigo no msn, sei que é complicado, e por todas as suas mudanças, que cada dia mais me apaixono por você. Amo-te ♥
beijos e muitos abraços ;*

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Utopia ? Não fé em Deus


Sejamos BRASILEIROS de verdade, não só na vitória, mas na derrota. Não só nas glórias, mas nos desastres. Temos que nos unir e nos mobiliza não só para jogos de futebol, mas para melhorar e defender o nosso país. Sou brasileira, e não desisto nunca! Por um país melhor, um país onde eu sei que meus filhos vão poder sair de casa e voltar, sem medo. Um país onde haja menos desigualdades, onde ocorrem sim tragédias naturais como a do nordeste, mas onde o povo se junta pra se ajudar; e não tirar proveito da situação. Eu to cansada e revoltada por saber que tanta gente chorou porque o Brasil perdeu e não tá mais na copa, mas não se revolta e nem chora e nem se une porque tem gente na rua passando fome, tem gente que perdeu tudo e não tem perspectiva de nada, porque existem muitos corruptos no poder que querem mais é que a gente se lasque. Não digo que não queria que o Brasil vencesse o jogo, mas perdeu, gente. Pronto acabou. Na próxima copa tem mais. Os jogadores, graças a Deus, tem saúde e dinheiro. Perderam um jogo ponto. Mas e o povo brasileiro? Nós temos que mobilizar assim pra doações de sangue, medula, roupa, comida, tudo que não nos faça falta e que ajude o próximo. Eu me incluo nessa de ter que ajudar. Não quero mais ficar parada nessa. Quero correr atrás daquilo que é melhor pro meu próximo, melhor pra mim. Porque do que adianta a Seleção ganhar se o povo lá do nordeste ainda tá sem casa e doente? Do que adianta o Brasil ser Hexa e ainda ter tanta gente sem ter o que comer? Me desculpem, mas esse foi um desabafo de uma menina que ainda tem esperanças de ter um país mais justo e honesto pra poder construir a sua família. Alguém que quer o melhor pra si, mas pensa também no próximo, sem aquela desconfiança de que vai ser passada pra trás, mas não é bobinha por acreditar nisso. Alguém que tem fé em Deus de que as coisas vão melhorar, é vão! Voto consciente galera. Acho que por agora é só, procurando algo mais útil pra fazer, então até segunda, e tentem pensar em algo, por menor que seja pra melhorar. Mesmo que seja pra melhorar a tua família, já é um começo.
Utopia ? Não , FÉ EM DEUS!

sábado, 26 de junho de 2010

diga sempre a verdade!


Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso. Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.
Assisti ao filme Mentiras sinceras com uma pontinha de decepção -os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do filme me irritou um pouco -mas, nos momentos finais, uma cena aparentemente simples redimiu minha frustração. Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir. E eu pensei: como é fácil libertar uma pessoa de seus fantasmas e, libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais inteira.
Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai.
Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente se sabe.
Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.
Tão banal, não?
E no entanto esta banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras. Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ele é – ou foi – importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.
A maioria das relações – entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos – ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade. Podem-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade. Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós – e este “a nós” inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou. Somos sádicos e avaros ao economizar nossos “eu te perdôo”, “eu te compreendo”, “eu te aceito como és” e o nosso mais profundo “eu te amo” – não o “eu te amo” dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o “eu te amo” que significa: “seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo”.
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.

Martha Medeiros

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sobre o amor


Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor. O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou. O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto." O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar. O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!" Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha. Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos. Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las. Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios. Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois. Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo. Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras. Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira. A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas. Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos. Mas não se preocupe. A beleza da roza vale o incômodo dos espinhos... ou não.

Padre Fábio de Melo

quarta-feira, 14 de abril de 2010

mundando (:



Saber que eu podia ter feito tanta coisa diferente em toda a minha vida simplesmente me consome. As vezes é fácil fingir ou somente controlar essa decepção a que eu mesma me sujeitei, as vezes não. Se eu pudesse ao menos uma vez voltar e fazer as coisas diferentes, sabendo tudo que eu sei hoje, eu voltaria e trocaria as coisas de lugar. Daria mais valor a mim mesma, daria ouvidos às pessoas que eu deveria ter dado, esperaria ao invés de sair correndo, fugiria do que eu deveria ter fugido, bateria de frente com algumas das coisas que por medo ou insegurança eu não enfrentei. Talvez eu errasse, mas talvez não errasse tanto. Eu poderia evitar algumas tristezas, evitar até algumas amizades, evitar esse modo de viver "sorrir chorando". Bom, se tem algo que eu aprendi em todo esse tempo é que por mais importante que seja, por mais nobre que seja a causa, não tem como voltarmos ao passado e mudarmos qualquer coisa que seja. Mas eu posso mudar meu presente pra ter um futuro diferente. Não cometer os mesmos erros. Deixar que Deus cuide de mim, que Ele me mostre o melhor. Fraca. Relembrando o passado todos os dias, o dia inteiro. Não é o estilo de vida que eu quero!
Eu estou bem, mas ainda tenho algumas peças pra recolocar no lugar, ainda tenho algumas pra consertar, não é do dia pra noite que isso vai mudar. Hoje me é dada, nos é dada, a chance de um recomeço, seja qual for nosso passado, seja lá qual forem nossas frustrações. Ainda dá tempo de mudar, de seguir pelo caminho certo, por um caminho diferente do que seguimos no passado, é só nós querermos ver esse caminho. Precisamos aceitar que estávamos errados, decidir mudar, fazer algo para que a mudança ocorra e precisamos permanecer nesse caminho. Não, não é fácil. Muitas vezes nosso instinto vai nos dizer para corrermos e desistirmos, nos dizendo que a queda é certa, mas se nos apoiarmos na Pessoa Certa, então, aí sim, nós poderemos ter a vitória garantida. Não estou 100% melhor, mas as lágrimas essa noite já secaram.

Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. (Salmos 40:1).



Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. (Eclesiastes 3:1)


Precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade. Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais. Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man. Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".

(João Paulo II)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

é o curso natural das coisas.


Um dia aprendemos a árdua lição de que a vida é repleta de chegadas e partidas. A cada partida, há uma nova chegada. Talvez você não acompanhe, talvez seja protagonista da lição, talvez você seja aquele que chega, ou o que parte. Conforme o tempo passa nos aprimoramos mais e mais. É impossível permanecer no mesmo lugar sempre, com as mesmas pessoas e a mesma vidinha pacata de sempre. A não ser que você definitivamente não mude.
Há a partida por escolha. Onde decidimos ir embora por algum motivo. Temos opção de escolha. Decidimos não andar mais com as mesmas pessoas, buscar novos lugares, novos horizontes, novas chances de aprendizado.
Há a partida natural. Onde não está no nosso controle. Mudamos de amigos e lugares por princípios, por falta de tempo, por conveniência. Às vezes nem notamos essa partida, mas notamos na chegada.
Chegada geralmente é mais alegre, ao menos para quem nos recebe. É alguém a mais, algo para acrescentar, uma nova história, uma visão diferente.
De partidas e chegadas é feita a vida. Você pode confirmar com uma olhada ao redor. Quem está do seu lado hoje? Aposto que essas pessoas não são as mesmas de épocas atrás. É o curso natural da vida. É a mudança que bate à porta e grita em alta voz. É a chance de amadurecimento. É a tal zona de conforto ficando para trás. Bem atrás.
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