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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

porque não era ele.


Eu sei, você talvez nem acredite, mas eu chorei. Era impossível olhar pra trás e não perceber o vazio que até então eu não compreendia. Dentro de mim percebia a inexatidão das minhas palavras ao longo do tempo. O "eu te amo" que sai no automático e sua resposta era um "também" sem abalos no coração.
Uma relação de começo, meio e ... cadê o fim? Minhas aceitações sem maiores explicações. Meia dúzia de palavras e muita enrolação da sua parte, um sorriso de que "tá tudo bem" me vinha ao rosto, tentava esquecer as indas e vindas, as instabilidades desse nosso relacionamento. Desejava o teu corpo, a tua alma, a tua atenção. Continha os meus "porquês" e lágrimas. Eu impulsiva, você um inconstante. Uma combinação nada adequada ao meu pobre coração. Eu tentava mudar meus limites e você nada fazia, sempre foi assim. Na volta, nada mudava, estávamos no mesmo ponto de antes, igual, monótono. Tudo continuava igual, um amor desigual, desproporcional, onde eu pensava amar demais e pouco sentia-me correspondida por você. Seus momentos e humores, talvez incompreendidos por mim, ou talvez era eu que nunca me sentia compreendida por você. Você nunca me dizia o que pensava, tuas ideias, planos, críticas, vontades e do nosso futuro menos ainda. Eu bem que tentava balbuciar as primeiras palavras, ensaiava uma longa e esclarecedora conversa, mas na hora não conseguia me abrir por completo, pouco falava. Um misto de constrangimento e medo, por nunca ver em você a mesma vontade que eu possuía, vontade de me fazer presente nos teus dias sem maiores esforços, de me abrir a uma relação mais sincera, mais amiga, mais concreta, menos eu, menos você e muito mais nós.
Os erros não são teus somente, eu me permiti e te permiti tudo isso. As aceitações, os medos contidos e não ditos, as lágrimas escondidas no banheiro da tua casa e muitas, mais muitas omissões. Coisas das quais, talvez, você nunca nem desconfiou, por não prestar atenção nos mínimos detalhes. Me pergunto hoje, seria isso amor ou comodismo? Medo talvez? Coisas ainda incompreendidas por mim e com certeza completamente desconhecidas por você. A distância nos pregava peças, sentimos falta um do outro, mas isso ainda não me fazia ter certeza desse tal amor, e me remetia ao pensamento comodista. Você se fazia metade, não se apresentava por inteiro. Enquanto eu estava completa, inteira em tuas mãos. Cansei de compreender o incompreensível. E estamos agora aqui no mesmo ponto onde tudo terminou começou, eu incompleta, não por vontade própria, mas porque a vida me levou alguns pedaços, e você metade, por opção. Acho que se algum dia houve amor, a sua indiferença foi matando lentamente... Como posso eu sentir falta de algo que nunca tive? Não sei explicar, eu apenas sinto.

beijos do seu desamor.


inspirado no texto "Porque era ele, porque era eu." do Blog Calmila, por Camila Paier

terça-feira, 31 de agosto de 2010

vazia


Pintei os lábios, saquei o delineador, passei delicadamente sobre minha pálpebra, conferi o blushe o sorriso. Estava tudo ótimo, aparentemente perfeito. Cabelo, look, make up completo!
Já eram quase onze da noite, a buzina soou. Desci as escadas, peguei a bolsa e entrei no carro. Era a Jenny, estávamos preparadas pra mais uma noite daquelas.
Chegamos e já ocupamos nossas mãos com tulipas de chopp. Fomos até a nossa mesa habitual e sentamos a espera de uma música que pudéssemos começar de fato a noite.
Veio a música, levantei e fui pra pista dançar. No caminho esbarrei com "ele". Doeu! Não pelo esbarro, mas pelo olhar dele. Frio, indiferente, pra ser exata. Toda a minha alegria, meio que se escondeu. Tentei me fazer de forte e indiferente também, mas por dentro estava sangrando.
Dancei o máximo que pude, tentando mostrar pra ele que eu estava bem, que ele não fazia falta. Que a presença dele ali não me atingia em nada. Que o nosso namoro já estava esquecido e enterrado em algum canto do passado. Mas como eu poderia enganar ele se na verdade o que eu estava fazendo era me enganando? Estava maquiando algo que me feria cruelmente.
Um carinha da facu, o Biel, se aproximou de mim, querendo dançar. Ele veio devagar, como quem não queria nada além de uma dança. Pôs seus braços ao redor da minha cintura, foi chegando mais perto, e mais perto, falando de mansinho no meu ouvido, até que me beijou. Na hora eu fiquei com raiva, porque o "cara" estava ali, vendo tudo, e jamais, pelo menos na minha cabeça, me perdoaria. Ledo engano, ele não estava nem ai pra mim ou pra qualquer babaca que se aproximasse de mim. Mas, depois me desliguei e comecei a curtir. Jenny sempre foi apaixona pelo Jonny, e lá estava ele, pronto pra receber todo o carinho que ela tinha a dar. Bebi o quanto pude, dancei até me acabar e fomos todos pra casa do Biel.
Passamos a noite juntos, eu e o Biel. Quando acordei, senti um nó na garganta. Meu coração e eu, num todo estava vazia. Peguei minhas coisas e deixei todos lá dormindo. Peguei o primeiro táxi e fui pra casa, ainda tonta e com uma dor insuportável na cabeça. No caminho olhando pela janela, comecei a refletir sobre tudo o que me levou àquele momento. Todas as coisas e pessoas a quem me entreguei sem o menor pudor, tudo o que fiz por ter colocado pessoas no centro do meumundinho. O fato de não conseguir tirar da minha cabeça e do meu coração alguém que só me faz mal, que é indiferente a tudo o que sinto, que nunca quis estar de verdade comigo. Vivo num meio onde todo mundo quer tudo imediato, pronto, ali na hora. Se não for assim, não rola. A felicidade é instantânea, tipo miojo, e dura pouco. Um mundo vazio de pessoas vazias, cujosobjetivos de vida são no fundo os mesmos que os meus, mas que não se dão o trabalho, e não querem admitir a verdade. Não querem sofrer, tem medo de se prender. De viver! Quem não se machuca, não costuma dar valor a vitória.
Um mundo imaturo e vendido, puro consumismo esse lugar em que eu vivo. A mídia comanda e eu sigo. Onde é muito mais válido ter do que ser. Não estou ausentando minha culpa não, de forma alguma. Só faço o que quero. será?
Não quero mais o vazio, o muito ter, e o pouco ser, to cansando disso. Quero olhar nos olhos de alguém e ter a certeza de que essa pessoa me ama pelo que sou e exatamente como sou.
Agora eu só quero deitar na minha cama sem a toda essa maquiagem no rosto e na vida, com o meu violão, e ter alguém pra me embalar, tocando músicas de ninar. Sou uma criança perdida, precisando de um rumo, ou talvez um simples abraço.

"Com receio de sofrer, homens realizam vasectomia no coração.
Com receio de sofrer, mulheres fazem ligadura no coração.
Ambos tornam-se indiferentes e descrentes. Ambos sacrificam a fertilidade, o inesperado, o porvir. São enterrados de pé. Viver não é racionar o que se conhece. O que se conhece é insuficiente. Os riscos fazem parte da euforia.Como a dor, a alegria também pode ser insuportável. Por receio da alegria, sofremos."

(Fabrício Carpinejar)

sábado, 24 de julho de 2010

Superando


Sorrindo ao lembrar de tudo o que aconteceu na noite anterior, Clara seguia pelas ruas de Curitiba. Ia lembrando das palavras, promessas, beijos, abraços e sorrisos de Gabriel. Como ele, o típico"carinha popular" da escola poderia estar apaixonado por ela? Ela que sempre fora vista como a nerd, a que passava cola pra todo mundo e que só era notada em dias de teste e prova. Estava em êxtase! Sempre foi apaixonada por ele. Mas nunca tivera coragem de se declarar.
Os dias passavam e Clara se sentia cada vez mais apaixonada, mais encantada. Nada mais teria sentido no mundo se Gabriel não estivesse ao seu lado.
Quatro meses juntos até que ela o levou em sua casa e o apresentou aos familiares como seu namorado. Nossa, como ela havia esperado por aquele dia. Todos em sua casa sorriam, e se encantavam também com o jovem rapaz. Não havia como não se encantar, não ficar hipnotizada com aqueles olhos cor de mel, o sorriso com covinhas e com suas palavras. Ah, o seu papo era bom demais. Que charme tinha aquele menino.
Ele sempre dizia que o que queria de Clara era sempre o seu melhor sorriso. Ele sabia que ela não era só mais uma nerd da escola. Ele conseguia enxergar além dos boletins recheados de notas 10. Sabia que ela era a mulher de sua vida. E sempre fazia questão de deixar isso bem claro. E deixava claro também que queria a felicidade dela, fosse com ele ou não. Amor é assim mesmo. O que importa é ver quem a gente ama bem e feliz, mesmo que nos doa.
Num fim de semana antes do fim das férias de verão os dois foram de carro para praia. Estavam alegres, felizes como nunca. Nunca tinham viajado assim, sozinhos.
Quando estavam já próximos ao litoral, começou a tocar na rádio a música favorita do casal:
"Mesmo que você não esteja aqui, o amor está aqui. Agora. Mesmo que você tenha que partir, o amor não há de ir Embora."
Gritavam o refrão, quando um caminhão que vinha na contra mão bateu de frente com o carro do casal.
Gabriel quase desmaiando olhou pra Clara e lhe fez um pedido:
- Pequena, acorda olha pra mim. Promete que você vai ser feliz, que vai se formar em Jornalismo e vai ter uma família linda. Promete? Por favor.
Clara consciente de tudo o que estava acontecendo, e das feridas de Gabriel chorou ao responder:
- Pequeno, seja forte. A gente vai sair dessa. Eu te amo. Não consigo sem você, minha vida não vai ter mais graça. Olha pra mim. Eu vou ser feliz sim , com você.
Gabriel num ultimo esforço repetiu:
- Promete, por favor. Pra eu ir em paz.
Ela respondeu que sim, mas que eles logo se encontrariam no hospital, que era besteira aquilo.
Logo após a resposta de Clara, Gabriel sorriu e desmaiou.
O resgate veio logo em seguida, mas já era tarde. Gabriel não aguentou, não resistiu. Morreu antes mesmo de chegar ao hospital.
No enterro, Clara estava incosolavel. Se perguntava o porque daquilo tudo. Não consegui acreditar. Estava dando tudo tão certo. No amor, na escola, em casa, tudo tão perfeito pra ela. Quanto mais pensava, mais chorava.
Chegando junto ao corpo do seu amado, colocou uma rosa branca em seu paletó, como um ultimo gesto de amor e sussurou em seu ouvido a música dos dois. Ela quase pode ver um sorriso, bem de leve em sua face. Gabriel estaria sorrindo? - Que absurdo! - pensou ela. Mas lembrou em seguida do ultimo pedido de Gabriel. Ela tinha de ser feliz. Novamente se aproximou de seu ouvido e sussurrou:
- Eu nunca vou achar ninguém para te substituir. Acho que vou ter de superar isso dessa vez. Não por mim, mas por você. Porque eu te amo. Vou superar sim, mas nunca vou te esquecer.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

o ultimo beijo


a gente estava bonito junto e foi indo fácil e leve.
O bicho homem não faz outra coisa a não ser pensar no amor.
Caio Fernando de Abreu

Uma manhã qualquer, para muitos. Cinza, chuvosa, sem cor. Queria eu conseguir ver cor nesse dia difícil. Mas parecia impossível para os meus tristes olhos e para o meu desesperado coração. Despedidas são difíceis, mesmo quando se sabe que vai ter uma volta, uma continuação. Que isso tudo é apenas uma vírgula, um tempo, apenas distância física. Mas pra mim era como se parte de mim fosse tirada, arrancada, de maneira nada delicada. Acordei sem que o despertador soasse acordando assim a casa toda. Tentei permanecer na cama e fingir que nada daquilo estava acontecendo, que ele estaria ali na manhã seguinte, e na outra e na outra. Que teria seus conselhos, seu colo, seu sorriso, suas tolices, criancices e abraços, teria a sua presença. Olhei para o lado e lá estava ele, dormindo um sono bom, tranquilo. Tinha no rosto uma expressão tão delicada, alegre até, eu diria, sorria. Imagino que estivesse sonhando com algo bom. Sorri ao pensar que nossos filhos teriam este mesmo sorriso, essas mesmas expressões. Quando quase conseguia esquecer o que estava prestes a acontecer, o despertador literalmente me despertou, me estremeceu, me trouxe de volta a realidade. Cai da cama com tamanho susto. Já de pé olhei pela janela, a chuva caia impiedosamente, forte. Ao passo que ia arrumando minhas coisas, meu coração apertava cada vez mais. Sei bem que poderia viver sem ele, nada de grandes problemas. Sentiria falta, mas sobreviveria. Eu sei que conseguiria. Mas eu não quero! Uma opção minha. Mas tens que trabalhar e correr atrás daquilo que te garantirá um futuro bom, pleno. Um futuro onde não mais teremos que ficar distantes.E que isso não é uma opção no caso dele. Trabalho é trabalho. Mas hoje há a partida e a se Deus permitir, também teremos a chegada quatorze dias. Fomos de mãos dadas até o portão, entramos no carro e não dizíamos uma palavra se quer. Nos olhamos nos olhos, e não me contive, a lágrima caiu sem mesmo que pudesse perceber, sem mesmo que pudesse conter. Seu abraço apertado secou cada lágrima que caia em seus ombros largos. Ficamos assim, abraçados até o nosso destino. O ponto de partida. Descemos do carro, ainda mudos. Mas nossos olhos podiam "falar" mais do que qualquer outra palavra no mundo. E tudo foi acontecendo como o de costume. Como se fosse um ritual de despedida que se repete todas as vezes em que ele parte e leva consigo uma grande parte de mim. Um eu te amo, doído, como se fosse a ultima vez que fosse pronunciado, um sorriso de canto de boca com lágrimas quase que caindo dos olhos, um beijo na testa e aquele olhar. Aquele que aperta, maltrata, parte o meu pobre coração. E se foi. Deu as costas e foi pro mundo. Como num breve momento de felicidade ele olhou pra mim novamente, mas logo em continuou seguindo seu caminho. Permaneci ali parada, imóvel. Como se num ultimo desejo, numa ultima esperança de que ele voltaria de braços abertos, dizendo que não partira mais. Mas que nada. Ele entrou no navio e mais nada.
Ainda imóvel, mas agora olhando pro chão, pensando na vida, na volta, escutei um som vindo de longe. E se repetiu. CAAAAAAMILAAA! Era ele, gritando meu nome com força, num tom e altura que até da Africa se escutaria. Era ele sim, de braços abertos, mas não no cais, já estava dentro do navio. Me chamava e gesticulava para que eu fosse ao seu encontro. Larguei tudo sem pensar duas vezes.Mas chegando perto notei que a janela de onde falava era alta e tão pequena. Foi quando já chorando, seus campanhas percebendo nosso sofrimento e dor nos ajudaram. Me levaram até ele. Não da melhor forma, mas me levaram. Nos demos o ultimo beijo. Doce, suave, desejado, carinhoso, um beijo que transmitiu tudo aquilo que eu precisava. Toda a solidão e tristeza diminuíram naquele exato momento. Era como se não só mais ele levasse algo de mim, uma parte grande, mas como se ele também deixasse algo dele, na medida certa que se encaixava exatamente naquele espaço vazio que ele levava. E ele se foi, de vez. Mas tinha dentro de mim parte dele, e a certeza de que esse tempo distantes só nos uniria mais. Pois a saudade faz com que tudo se torne mais desejado e valorizado. Amor não é palavra é atitude.

hey, baby! amo-te demasiadamente. Continue cuidando de mim daí que continuo te cuidando daqui.



quinta-feira, 15 de julho de 2010

aos 21




acordei mais cedo do que de costume, fiquei uns minutos sentada na cama, fiquei pensando em quem sou realmente. Aos 21 anos de idade completados hoje, quem sou eu? Se você esbarrar comigo na rua, talvez nem me reconheça. Não sou o tipo de mulher que chama muita atenção na rua. Tento ser discreta. Minhas curvas e gordurinhas extras eu tento esconder, pra falar a verdade. Acho desnecesario ficar me expondo com micro shorts, saias que mais parecem calcinhas, tops que mal cobrem meus seios. Acho que nem ficaria bem me mim. Eu afirmo com toda a certeza do mundo, você nunca vai me ver com algo do tipo nas ruas. Mas nem por isso eu me escondo em roupas feias e cafonas. Sou clássica e básica ao mesmo tempo, mas gosto de camisetas de bichinho :D Gosto de música lenta, curto MPB no geral e amo ouvir música Católica. Tenho escutado muito Eliana Ribeiro, Rosa de Saron, Jack Johnson e Minist. Adoração e Vida. Ouço essas rádios de "velho" e entro nas letras e me reporto ao mundo diferente desse. Eu não curto nenhum pouco funk, mas admito que por causa do meu dignissimo, eu tenho escutado uns "pagodes" . As vezes me acho meio paradona pra uma jovem da minha idade, e na verdade eu até gosto disso. Micareta? Nunca fui em uma, e nem tenho curiosidade. Abomino multidões. E até hoje "fiquei" com nove meninos e acho muito até. Entre os meus amigos confesso que me sinto a mais sensível, a mais chorona. Até uns anos atras isso me incomodava muito, algumas pessoas que com certeza não eram minha amigas gostavam de me zoar, e isso não era feito de uma maneira muito saudavel, mas passei a me respeitar. Com isso as outras foram me respeitando também. Deixei de ser a "mosca morta" sem opinião e me tornei a garota problema, que sempre tem algo a acrescentar e complicar. Gosto das coisas claras, sem meio termos. Comigo ou é ou não é. Não venha me dizer que acha que gosta de fulaninho, mas não tem certeza. Ora essa, ou você gosta, mas tem medo de se entregar ou sei lá o que ou então você não gosta e não quer magoar o outro ou sei lá o que. Sem meio termo. Ou você é quente ou frio. Eu só digo eu te amo pra alguém, quando eu amo de fato. Tento viver em paz com as pessoas que me odeiam, não é falsidade, apenas não consigo sentir odio de ninguém, raiva, talvez, às vezes, mas logo passa. Tento pagar o mal com o bem. Já passei por maus "bocados", já quis fugir de casa pra casar com um namorado e graças a Deus eu não fui, já tirei uma nota vermelha, mesmo sendo a mais nerd entre as minhas amigas da época de escola. Já quis fazer Medicina, Comunicação Social, Letras, História, mas acabei no Direito mesmo. Não curto bebidas alcólicas no geral, e tenho ancia de vomito com cheiro de cerveja. Nunca tomei um porre e me considero uma pessoa feliz por isso. Sei que de maneira sóbria vou ter muitas coisas pra contar pros meus netos. Passo mal com cheiro de cigarro. Sou alergica a muitas coisas, inclusive esmalte ;/ Gosto demais de torta de limão e sou viciada em chocolate. Meu namorado costuma sustentar esse meu vicio, tras sempre muitos chocolates. Meus planos de vida são terminar a faculdade, passar pra PRF ou ser promotora, casar e ter um casal de filhos, o Pedro e a Luiza. Gosto de gente simples, sem muitos exageros e frecuras, mas confesso que tenho amigas muito espalhafatosas e as amo demais exatamente do jeito que são. Pra falar a verdade eu gosto é de gente, independente de como seja. Tento respeitas ao máximo as pessoas, mas não sou de ferro e as vezes explodo. Tenho pais separados e segundo a minha mãe, mesmo sem conviver com o meu pai, tenho as mesmas manias que ele. Sou teimosa, demasiadamente. Se sei que estou certa, bato o pé até o fim, mas se sei que estou errada, volto e peço desculpas. Não sou perfeita e não tenho a menor pretenção de ser. Só Deus é. Sou pecadora, mas creio que a minha vida aqui na terra tem que ser vivida de um modo que alcance meu objetivo maior, o Céu. Acredito em coisas ruins, se é que me entendem, mas tenho tanta, mais tanta certeza que Deus é maior que tudo e todos que eu possa imaginar, que fico tranquila. Sei que Ele me proteje, mesmo eu sendo uma filha teimosa e desobediente algumas vezes. Prefiro abraços a beijos, frio a calor, praia a campo, atitudes a palavras, ventilador a ar-condicionado. Sim, sou tímida, mas me solto no meio dos meus amigos. Sou palhaça, gosto de fazer as pessoas a minha volta sorrirem. Tenho amigos de verdade, graças a Deus. Tenho uma mãe que mesmo com todas as discussões, eu sei daria a vida por mim. Tenho um pai cabeça dura que teima em se achar alto suficiente e que não admite que precisa sim do meu amor, carinho e presença. Porque eu sei o quanto preciso dele. Fiz primeira comunhão com 19 anos e me crismei aos 20. Acho que nunca é tarde pra tentarmos nos encontrar verdadeiramente com Cristo. São tantas coisas que já passei nesses 21 anos que nem sei o que devo ou não por no papel no computador. Tantos choros, tantos momentos tristes. Tantos sorrisos e gargalhadas, tantas coisas boas que Deus me proporciona. Fica até dificil. Se fosse por todas as tristezas e decepções, vocês provavelmente diriam que sou uma mulher guerreira, tão nova e já passei por tanta coisa. Se colocasse só as minhas Glórias, diriam que sou uma metida, arrogante e coisas assim. Mas eu sei que sou feita das minhas vitórias e derrotas. Que só sou que sou hoje porque Deus me permitiu sentir o gosto da lágrima de tristeza e desespero, porque Ele me permitiu sentir o que é estar no fundo do poço e não ver saida e escapatória pros meus problemas. Se sou hoje uma pessoa que não me permito abater por qualquer coisa, foi porque experimentei o sofrimento e hoje sei que Deus tudo pode em minha vida. Porque Nele encontro forças pra continuar lutando. Cada coisa que passei me faz ser como sou hoje. Dou valor a cada um que se aproxima de mim, mas as vezes ainda dou minhas mancadas. Tento seguir o que ensina Biblia: não faça aos outros o que não quer que façam a você. Sei que as vezes é dificil, mas pelo menos eu tento. Meu namoro passou por altos e baixos, e que nunca teve problemas no namoro que atire a primeira pedra. Depois de três meses separados, acho que se dessa vez a gente não casar (por favor, só daqui a 5 anos), a gente se separa de vez, e com certeza nao é o que eu quero. Na verdade nem é o que eu penso que vá acontecer. Tudo tá se ajeitando. E sabe, relembrando cada coisa, cada momento, não me arrependo de nada, tudo me trouxe aqui hoje. Sou feliz, mesmo com meus problemas e dificuldades. Tenho saude, uma mae que me ama, um pai chato que mesmo com tudo me ama também, um namorado que tem se mostrado cada dia mais amante e amigo, sogros que são como pais pra mim, amigos que são irmãos, trabalho, faculdade, tudo no tempo de Deus. Tudo bem que meu namorado tá na Africa e meu pai em Recife, mas é a vida. Partidas e chegadas. Aos 21 anos me resumo em uma mulher feliz, completa, batalhadora e imensamente dependente de Deus, o que me faz ser mais feliz ainda. Cheia de sonhos e metas. Que sente saudade, muitas admito. Eu sei bem que não vivo em um conto de fadas, mas tenho certeza de que vou ter um final feliz. Que a distância não é empecilho para o amor, porque ele, ele supera tudo quando é verdadeiro.
Talvez, de alguma forma, você tenha me conhecido um pouquinho melhor, mas bem pouco mesmo. Minhas história de vida com certeza não se resume a isso. Quem sabe um dia a gente não se esbarra numa praia qualquer e conversa sobre a vida, hein? E de quebra ainda tome um açaí com granola, melhor do que sorte, concorda?

obrigada a todos aqueles que de alguma forma contribuíram pro meu crescimento, obrigada a cada um que me passou apenas rapidamente na minha vida e aos que ainda permanecem e talvez nem saibam, aos sempre presentes. Aos meu amigos amados, aos amados amigos, minha familia, meus pais, sogros e namorado. A todos, todo o meu amor, carinho e sinceros agradecimentos.
Filhão, meu amor, obrigada por ter ficado até tarde comigo no msn, sei que é complicado, e por todas as suas mudanças, que cada dia mais me apaixono por você. Amo-te ♥
beijos e muitos abraços ;*

terça-feira, 13 de julho de 2010

no mundo da lua


Cuido detalhadamente da maquiagem, pra que fique im-pe-cá-vel. Blush marrom-alaranjado, batom rosa nos lábios e rímel alongador. Vestes harmoniosas, pensadas por horas à fio. Ankle boots nos pés, e a rua como caminho notívago. Duas quadras, e ei moça: sua meia-calça está desfiada. À cem metros do salão de festas. E obrigada por avisar, mas que se dane. Presto atenção aos detalhes, e esqueço o conjunto inteiro. Cabeça nas nuvens, olhos na Lua. Distraída como sempre, é incontável o número de chaves perdidas, casacos esquecidos, bolsas em cima de mesas abandonadas. Dá pra prestar mais atenção, menina? Olha, dar, até dá. Mas quanto mais me empenho em me concentrar pra que tudo saía perfeito, e sem nenhum esquecimento, caio novamento em distrações febris e passageiras. Naquela esquina com cheiro de pizza de banana; na mancha avermelhada do meu vestido; naquela rima em verso, que grudou na cabeça e não saí. Nas partes bonitas, de um todo. O que nem sempre é distração, pode virar ação. Palavras, contextos, inspiração.
Tá me ouvindo, Camila? Sim, tô sim. Olha ali aquela placa enorme, que polui visualmente o ambiente. Tá vendo também, aquela moça que caminha apressada? Tem a bolsa igualzinha à minha, pode? Ah, eu escuto tudo o que você diz, sim. O difícil é entrar na mente, e ficar. Permanecer. Tudo vai sendo filtrado, e enfim, às vezes - e somente vezenquando - esqueço, oras. Não, não finalizei aquele texto, e muito menos o curso de inglês. Mas te contei que, me matriculei no italiano? E que, larguei o Direito pelo Jornalismo? Ah, sim. Não sei finalizar, mas adoro iniciar. O problema está em concluir algo, até o final. Mas finais são tristes, não acha? Eu acho. Dá aquela nostalgia, e a gente sente vontade de se tapar até a orelha, e tomar chá o dia inteiro, sentindo o saudosismo na alma. Latente.
Gosto de sentar num banco, e ver a vida passar. Observar os comportamentos, trajeitos pessoais de cada um, as particularidades de definem estereótipos, diferenças.Vejo aquela blusa rosa caminhando, e combino com o sapato preto, de salto. De duas pessoas diferentes, entende? E ouço aquela música, que me lembra um momento único, visto por apenas dois pares de olhos cúmplices. Me reporto ao instante, e quase vivencio tudo novamente, num golpe instantâneo de saudade. A água do chá, tá apitando! Oi? Ah, sim; não sei o que fazer na noite de hoje..Muito menos, sexta-feira, ou até mesmo sábado. Vamos decidir no dia, na hora, vai...Deixa o feeling tomar conta, a vontade apontar o rumo, o sentimento imperar. E então, tá decidido. Marcar hora, pode ser. Difícil é lembrar. Ou pior: chegar no horário. Ih, são quase quatro horas. Será que dá tempo? Desisto, não vou. Nem ligo. Acontece, não é mesmo? Sei, se eu tivesse me programado, e toda essa ladainha louca, tudo bem. Da próxima vez, prometo. É sim, pisei nessa defecação, na rua; não vi. Literalmente, que merda.
Não to muito afim de pensar no futuro não, a gente começa a pensar e nem se dá conta de que está enlouquecendo - ou então, envelhencendo. Vive agora! Ouve aquela música, curte esse momento que pode até ir, mas não volta. O que não vale é ficar parado, sonhar baixinho, e falar pouco. Ou demais. Eu falo muito, você pode estar vendo. Mas não se preocupe se eu falar demais. Comece a se preocupar quando eu calar a boca, e nada me fizer falar novamente. Ah, larga esse ofício todo e vamos pro parque. Lá a gente deita na grama, vê nuvens e divaga sobre a existência humana, os valores da sociedade, e um planeta só nosso. Mas tem que ter sapatos, chocolate, chimarrão e jornal diário. Tá ok, eu deixo ter um pouco te futebol, café e video-game. Antes disso, só vamos pensar no jantar da noite de hoje. E amanhã, em acordar cedo. E agora, vamos ao trabalho que sair disso que nem ao menos existe, dá trabalho. Pega a caneta, anota tudo o que eu disser, que exige concentração. Antes, peraí: pegou a chave de casa? Eu esqueci.

Por
Camila Paier.
Esse texto que me descreve com uma docilidade e
perfeição incriveis foi retirado do blog (deixando claro que não foi feito pra mim e nem por mim, rs)
http://calmila.blogspot.com/

beijos ;*

segunda-feira, 12 de julho de 2010

doce mar







e eu deitei ali, bem próxima ao mar, tentando te enxergar, nessa ancia de te ver sorrindo novamente pra mim. Procurava em cada embarcação que se aproximava o teu olhar alegre. Em cada sombra longínqua no horizonte procuro a felicidade de ter próximo a mim. Teus lábios junto aos meus não são o mais importante. Quero a tua docilidade, teu amor, ternura e carinho. Ah, o teu sorriso, não me canso de lembrar e falar dele. Um sorriso amoroso, de criança. Que me faz sorrir só de lembrar.
O mar estava tão calmo, tudo era tão monótono. A tarde se estendia, não queria passar por mim, teimava em se arrastava, a demora era grande, do tamanho do oceano que nos separa. A saudade? Bem essa é bem maior que esse oceano, esteja certo disso.
O vento frio vem me dizer que já é hora de voltar pra casa, que por hoje, você não não me dará o ar da graça. E que o único cheiro de Malbec que vou sentir por hoje, é o do vidro que tu me deste. Estufo o peito, puxo todo o ar possível, crio coragem e enxugo as lágrimas que teimam em cair. Pego minhas coisas e dou as costas pro mar e vou seguindo o caminho de casa, rumo ao meu canto, meu quarto, minha cama, meu sapo (com teu cheiro). Dou uma ultima olhada para o horizonte, mas nada encontro. Sem problemas, continuo a te esperar, me controlo e logo estampo um sorriso no rosto e dou um grito, como um desabafo. E sigo meu rumo.
Um dia a menos, eu logo penso. Agora são 25 dias, quem sabe? Mas uma hora eu vou ver no horizonte o brilho do teu olhar. E no cais, eu estarei a te esperar!

E como já li em algum lugar - Minha paciência está sendo testada e não a minha fé. - E como!

da mulher que se sente uma criança ao teu lado, da menina que prefere abraços à beijos, da tua pequena, com amor.

beijos e não desliga ;*


quinta-feira, 8 de abril de 2010

o fim é belo e incerto, depende de como você vê



Essa inconstância, esse medo de amadurecer, esse apego ao passado. Tudo isso está escorregando rapidamente pelos meus dedos. E não dá tempo de segurar isso novamente, não mais. É preciso ficar esperta pra agarrar com firmeza tudo o que está chegando e caindo direto em minhas mãos. Elas não podem estar abertas tentando resgatar o que já não tem resgate.
O ponto é que eu já nem sei mais o que é comodismo ou zona de conforto. Meus amigos antigos explodiram, foram um pra cada lado, viver suas vidas. Minha escola já não é mais minha. Meus compromissos são outros, minha agenda vive cheia, meu tempo ocioso me mata de tédio. Eis que não tenho mais motivo algum para me apegar tanto ao passado.
No caso, tudo está mudando. Meus antigos sentimentos, minhas prioridades, meu foco. Já disse umas trezentas vezes nesse blog sobre mudanças. E parece que o mundo continua girando e me pedindo pra girar junto. São mudanças que não acabam mais. Hoje mais forte, mais determinada, menos chorona em alguns aspectos, mais segura em outros. Me desespero menos, converso menos, vivo menos fora da realidade. Meus pés estão no chão e minha cabeça está descendo das nuvens. Não tem mais nada que me agrade em suposições, em possibilidades inexistentes. Eu já não tenho mais motivos pra nenhuma dessas besteiras de se prender ao que não existe, ao que nunca vai existir. Passei muito tempo da minha vida me prendendo a pequenos fatos inúteis, a conversas sérias demais, ao que me desagradava. Eu não sabia fugir dessas situações, não sabia como era viver sem sentir dor. Aí um dia eu descobri, eu vivi um dia inteiro sem sentir pontada alguma de sofrimento. Após um tempo eu consegui dois dias, três...uma semana. E quando a dor voltou eu me desesperei. Fiquei com medo de que tudo que eu havia conseguido me livrar tivesse me sufocado novamente. Mas eu respirei, levei um pouco de tempo, olhei ao redor e vi que nada havia mudado. Aquela realidade excruciante estava tão longe de mim, quase como se fosse um filme do qual eu não participasse. Eu simplesmente consegui parar de chorar e seguir em frente. Mais uma vez com meu sorriso, com minhas decisões firmes. Ainda sinto um pouco do que era passado. Mas hoje e agora eu tenho a certeza de que já não tenho toda aquela ansiedade, todos aqueles sonhos extremamente complexos. Não tenho mais nem as mesmas verdades de tempos atrás. O que permanece é a vontade de sempre haverem dias melhores. Chega de me prender ao que não se prende por mim, de procurar vestígios de algo que não existe mais, de fazer birra pra Deus e o mundo por não querer crescer. Tá na hora e pronto. Vou crescer e o resto nem posso dizer que se exploda, já explodiu. Só eu não tinha notado antes.

terça-feira, 16 de março de 2010

o amor acaba ?

O amor acaba? O cara disse. Numa esquina, num domingo, depois do teatro e do silêncio, na insônia, nas sorveterias, como se lhe faltasse energia. Ele não volta? Não deixa rastro ou renasce? Na esquina em que se beijaram uma vez, lá está, na sombra apagada pela luz, na poeira suspensa, na revolta da memória inconformada.

Na solidão, lá vem ele, volta, com lamento, um quase desespero, e penso nos planos perdidos, que vida sem sentido... Na insônia, o amor cai como uma tonelada de lápide, e se eu tivesse feito diferente, e se eu tivesse sido paciente, e se eu tivesse insistido, suportado, indicado, transformado, reagido, escutado, abraçado? Na sorveteria, ele volta, o amor, em lembranças. Porque aquele sabor era o preferido dela, aquela cobertura era a preferida dela, aquela sorveteria era a preferida dela, aquela esquina, aquele bairro, aquele clima, aquela lua, aquele mês, aquela temperatura, aquela raça de cachorro, aquele programa de fim de tarde e aquele horário sem planos...

No elevador, quantas saudades daqueles segundos em silêncio, presos na caixa blindada, vigiados por câmeras camufladas, loucos para se agarrarem, rirem, apertarem todos os botões, tirarem a roupa, escreverem ao lado do Atlasado: “Eu te amo”. Saudades é amor. Não se tem saudades do que não se amou.

O amor não acaba, porque tenho saudades, me lembro dela, me preocupo com ela, torço por ela, e se sonho com ela, meu dia está feito. O amor não pode acabar, porque sem ela ou sem a esperança de revê-la, até a chance de tê-la de volta, não vejo a paz. Ela é uma trégua na minha guerra pessoal contra a minha paixão por ela. Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei meses amando como se não tivesse acabado. Ficaria anos amando mesmo se não tivesse voltado.

O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. Nas tantas músicas que ouvimos, que dançamos colados, trilhas das noites frias em que você sentava em mim nua, enquanto os meus braços imobilizavam os seus. Amor. O não-amor é o vazio. O antiamor também é amor. Eu te amava quando você respirava no meu ouvido. Lembra do meu dedo dentro de você? Amo-te, amo-te, amo-te. Instante secreto, sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz: Eu te amo!

O amor acabou quando você se foi? Você sentiu saudades das minhas paredes, das cores das minhas camisas, da umidade da minha boca, do cheirinho do meu travesseiro, da minha torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol, do café da manhã com jornal, você sentiu falta de atravessar a avenida comigo de mãos dadas, de correr da chuva, de eu te indicar um livro, do cinema gelado em que vimos o filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, você sentiu falta da minha risada, inconveniência, de eu ser seu amante, noivo, amigo e marido, dos meus olhos te espiando, dos meus dentes mordendo e mastigando, ficou tanto tempo longe e pensou em nós especialmente bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever, meu cheiro aparecia de repente, meu vulto estava sempre ali, acaba?

Diz que acaba. Como acaba? Não acaba. Diz, não acaba. Repete. Falei? Não acaba. Pode virar amor não-correspondido. Pode ser amor com ódio, paixão com amor. Tem o amor e o nada. Ah, mais uma coisa. Antes que eu me esqueça. O amor não acaba. Vira. Se acabar, não era amor.

Texto de Marcelo Rubens Paiva
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